Quando tive o meu AVC, o meu
neurologista falou-me sobre uma característica do nosso cérebro que seria fundamental na minha recuperação: a
neuroplasticidade. E explicou-me também a
importância de começar a fazer fisioterapia o mais cedo possível e de forma
intensa e continuada. E porquê?
As células do cérebro são as únicas que não se regeneram. Isso quer dizer
que, quando se tem um AVC, certas células do nosso cérebro morrem , e deixam de
executar actividades que até então faziam, a nível de coordenação motora, de
equilíbrio, de sensibilidade, da fala, etc.
O
Sistema Nervoso Central é altamente “plástico”, e essa característica permanece
durante toda a vida, em condições normais ou patológicas.
E é graças à neuroplasticidade que
o nosso cérebro pode reaprender, moldar-se e adaptar-se às lesões que sofremos.
É como se o nosso cérebro fizesse um novo mapa de conexões das nossas células
nervosas, abrindo novas vias, permitindo-nos aprender continuamente.
Através da fisioterapia, com a repetição e visualização de movimentos, as
células do cérebro que não foram afectadas, podem começar a fazer, além das
suas tarefas, também o “trabalho” das
células que foram lesionadas, isto é , assumem a função perdida na área
danificada.
É como se fizessem um duplo trabalho. Acontece uma reorganização e abrem-se novos caminhos, em resposta ao
treino de tarefas motoras especifícas .
Mas para isso acontecer, para se reaprender um movimento, um acto a nível
motor, é necessário treinar inúmeras vezes e de diversas maneiras uma acção
para que esta se fixe.
É na repetição da actividade, do estímulo mental, da ginástica cerebral e
de novas aprendizagens, que o cérebro humano se pode alterar e aprender. É através
da fisioterapia que nós podemos readquirir capacidades e aprender novas formas
de realizar determinadas tarefas e melhorar a nossa qualidade de vida.
Daí
a minha regra nr. 2:
FISIOTERAPIA
NÃO É ALTERNATIVA, É UM COMPROMISSO PARA O RESTO DA VIDA!
O
vídeo de hoje fala sobre a
Neuroplasticidade e as múltiplas capacidades e oportunidades que o
cérebro nos disponibiliza. Basta que nós as usemos.
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